SYLVESTER STALLONE

Galeria do

Rocky Balboa

Conheça toda a hisória deste da vida deste lutador estrelado por Sylvester Stallone
Tudo sobre os filmes, e curiosidades



Personagens

Saiba quem é quem no mundo de Rocky Balboa.

O HERÓI

 

Rocky Balboa (Sylvester Stallone) – Também conhecido no mundo dos ringues como ‘Garanhão Italiano’, Rocky era um pacato lutador de uma academia, desacreditado em si próprio, até que por ironia do destino é convidado para lutar contra o atual campeão dos pesos-pesados, Apollo Creed, fato que muda sua vida para sempre. A inteligência e a dicção nunca foram seus fortes, sendo esse o motivo de depositar nos punhos suas esperanças de ser alguém. Um ser bastante correto (por muitas vezes até ingênuo) que tem a família sempre em primeiro lugar em tudo na vida. Mesmo após se tornar um rosto conhecido após o confronto com Apollo, ele reluta em seguir com a carreira de boxeador, até que, em meio a falta de opções e vencendo uma luta após a outra, se torna o lutador de maior respeito do mundo. Nos ringues, é temido pelos adversários não tanto pela sua habilidade em si, e mais sua enorme resistência.

   

AMIGOS – FAMILIARES

 
   

Adrian (Talia Shire) - Adrian sempre foi uma mulher tímida. Desde pequena sua mãe dissera que ela não tinha um bom corpo, então teria que desenvolver o cérebro. Sua beleza nunca foi explorada, por isso sempre a escondeu debaixo de roupas largas, gorros e seus óculos. Devido ao seu jeito, muitos achavam que Adrian era portadora de deficiência mental (nas palavras de muitos personagens, retardada). Trabalhava sempre muito calada na loja de animais, onde Rocky sempre visita. Seu primeiro encontro com Rocky é uma pista de patinação onde os dois acabam trocando algumas confidencias. Por sinal, Rocky é o único que a faz se sentir bem consigo mesma, tanto que seu próprio estilo de vestir muda, após o início do namoro. Adrian casa-se com Rocky, com quem tem um filho. Como esposa zelosa, vive preocupada com a saúde do marido quando este vai aos ringues, mas, nunca deixou de apóia-lo.

   

Paulie (Burt Young) – Irmão de Adrian, Paulie trabalha como carregador de carnes em um frigorífico do bairro. Sempre teve a amizade com Rocky, ainda que sinta uma pontinha de ciúmes do lutador. São duas pessoas completamente diferentes e não se entende se a ligação dos dois vem de uma real amizade ou se é porque Paulie o ajuda na conquista de Adrian, mesmo que seja a seu modo, com perus do dias de Ação de Graças voando pela porta ou a chamando de retardada. Não possui uma das melhores personalidades e sempre quer tirar proveito de algo ou de alguém. Mesmo trabalhando no frigorífico (que é onde Rocky treina batendo nas carnes), ele deseja sair dali e ir trabalhar para Tony Gazzo como coletor de dívidas.

   

Mickey (Burgess Meredith) – Dono do ginásio de treino para boxeadores do bairro de Rocky, Mickey foi um grande lutador que teve o início da sua carreira há 50 anos atrás (seguindo o ano de lançamento do filme, que é 1976) e que agora está marcado pelo passado. Muito exigente, sempre viu potencial em Rocky, embora realmente só crie interesse no rapaz quando este ganha a chance de ir lutar em ringue oficial, contra o campeão dos pesos-pesados, Apollo Creed. A relação dele para com Rocky se torna praticamente de um pai cuidando de um filho.

   

Apollo Creed (Carl Weathers) – O ex-campeão dos pesos pesados, após ser surpreendido por Rocky duas vezes nos ringues, abandona a carreira de boxeador e passa a levar a vida como comentarista de boxe. Surpreendentemente, após a morte de Mickey, treinador de Rocky, ele decide se tornar seu novo treinador, ensinando-lhe todos os seus conhecimentos provenientes de uma região de subúrbio (local onde leva o próprio Rocky para treinar). Apollo e Rocky acabam criando uma forte relação de amizade. No fundo, ainda se sente angustiado por não ter encerrado sua carreira no auge, fato que o leva a querer voltar aos ringues para sua redenção. Decisão que pode ser crucial para seu destino.

   

Robert Balboa Jr. (Ian Fried / Rocky Krakoff / Sage Stallone / Milo Ventimiglia) – Filho único de Rocky com Adrian. Como bom filho, na infância tem seu pai como herói e orgulha-se de mostrar aos amigos que é filho do icônico Rocky Balboa. Na adolescência, começa a sentir o peso de ser filho do boxeador, sofrendo constantes perseguições na escola. Exatamente nessa conturbada época, sente-se isolado por ver seu pai dedicar maior atenção ao seu então pupilo, Tommy Gunn, enquanto seu tio Paulie o ensina alguns golpes para auto-defesa (algo que a mãe Adrian sempre foi contra). Na fase adulta, não dá muita atenção ao pai, preferindo cuidar de sua própria vida, mas, não o abandona no momento em que mais precisa.

   

Duke (Tony Burton) – Duke é o treinador de Apollo Creed. Um profissional competente, que, do contrário de seu pupilo que só pensa em aparecer, procura mantê-lo sempre em alerta quanto à qualidade de seu adversário. Quando Apollo resolve treinar Rocky, Duke o acompanha e passa a auxiliá-lo nos treinamentos. Daí então, passa a ser um ajudante fiel de Rocky em todas as suas lutas. Apesar de não ter uma participação muito ativa na franquia, Duke é, ao lado de Rocky e Paulie, o único a aparecer em todos os seis filmes da série.

Marie (Jodi Letizia/Geraldine Hughes) – Uma jovem do bairro, Marie na verdade não ganha destaque no primeiro filme, embora esteja presente em uma das cenas mais divertidas, que serve para demonstrar o caráter de Rocky. Rocky a encontra no meio de outros jovens, conhecidamente como os vagabundos do bairro, e a escolta de volta para casa tentando dar uma lição de moral na jovem, que claro, comicamente acaba não sendo aceito. Marie, já bem mais madura, reaparece no sexto filme, “Rocky Balboa” e tem um importante papel no retorno do velho Rocky aos ringues.

   

Tony Gazzo (Joe Spinell) – Chefe de Rocky no primeiro filme, Tonny Gazzo é o agiota da periferia de Filadélfia. Sempre com elos da sua infância italiana, Rocky está ligado a Gazzo pelo emprego de cobrador. Gazzo utiliza-se do aspecto de cara de mal de Rocky, além do conhecido hobby de lutador do bairro, para poder coletar os débitos das pessoas. Quando vê Rocky em uma situação difícil, na primeira oportunidade o convida para voltar a trabalhar para ele fazendo cobranças.

   

ADVERSÁRIOS

 
   

Spider Rico (Pedro Lovell) – E um lutador do bairro, assim como Rocky. Na verdade, esse é um personagem que não tem muita importância na série, porém, é o primeiro adversário de Rocky em “Rocky – Um Lutador”, numa luta amistosa na academia. A cabeçada que ele dá em Rocky, é o gatilho que faz com que Rocky ganhe a luta. É taxado como um fracote e banana por Mickey. Spider Rico volta a dar as caras em “Rocky Balboa”, fazendo uma sátira a sua rápida participação no primeiro filme.

   

Apollo Creed (Carl Weathers) – O primeiro grande adversário de Rocky, Apollo Creed é o grande campeão dos pesos pesados nos Estados Unidos. Egocêntrico e fanático pelo show business, sua grande luta pelo cinturão da categoria é marcada para o dia dos duzentos anos dos Estados Unidos e tal luta acaba correndo o risco de não acontecer por seu adversário está machucado. É aí que surge a grande chance e a escolha por Rocky para lutar pelo cinturão surge não pela habilidade de Rocky, mas pelo nome fictício “Garanhão Italiano”. Muito crente de si, principalmente por ir lutar com um “lutadorzinho de bairro”, Creed é surpreendido pela resistência de Rocky na luta final. Com o orgulho ferido, e recebendo cartas do mundo todo dizendo que ele é uma farsa, o lutador resolve enfrentar mais uma vez o "Garanhão Italiano" no ringue. Ele volta para uma revanche, para provar ao mundo que a primeira de Rocky vitória aconteceu por acaso.

   

Clubber Lang (Mr. T) – Poderoso lutador da categoria peso-pesado que quer a qualquer custo enfrentar Rocky para mostrar ao mundo que o campeão não é tão bom quanto dizem, e que toda sua fama é fruto de uma série de adversários fracos que teve. Um adversário que consegue mexer com o instinto de Rocky, fazendo-o se questionar se é realmente um boxeador digno da fama de campeão. Nervoso e mal-caráter, Clubber Lang não dispensa uma provocação, fator que deixa até Apollo Creed irritado, motivando-se a treinar Rocky para vê-lo o derrotando.

   

Ivan Drago (Dolph Lundgreen) – Uma verdadeira máquina de matar. Capitão do exército da Rússia, Ivan Drago é um lutador invicto na categoria amadora e o responsável por levar a profissionalização do boxe na União Soviética. Drago é o tipo de ser de pouquíssimas palavras que amedronta qualquer adversário pelo seu jeito durão de ser e a altura avantajada. Sua ‘apresentação’ ao mundo surge de maneira bem propícia: em um duelo contra o ex-campeão Apollo Creed em seu retorno aos ringues. A partir de então todos vêem do que Drago realmente é capaz, conseguindo meter medo em Rocky como ninguém antes o fez. Seu duelo contra Rocky acaba por representar não apenas mais uma simples luta de boxe, mas um duelo político entre os Estados Unidos e a União Soviética.

   

Tommy Gunn (Tommy Morrison) – Tommy Gunn teve uma juventude difícil, com um pai alcoólatra que batia nele e na mãe. A primeira pessoa que derrubou foi seu próprio pai, e daí então, desenvolveu a técnica de lutar, disputando lutas amadoras e vencendo todas. Vai ao encontro de Rocky para que este se torne seu treinador e empresário, que, apesar de relutante de início, acaba aceitando. Rocky se encanta com sua determinação e passa a tê-lo quase como um filho. Ganhando consecutivas lutas sob o comando de Rocky, ele começa a se indignar com seu treinador por este achar que ele ainda não está pronto para disputar o título mundial. Revoltado, ele acaba por trair Rocky e se vende ao mega-empresário George W. Duke, que lhe dá a chance de disputar o título, que acaba conquistando. Mesmo sendo considerado o campeão mundial, Tommy nunca conseguiu a simpatia da mídia e do público, que ainda considera Rocky o melhor lutador de todos os tempos. Inconformado com a “sombra de Rocky”, ele resolve desafiar seu ex-treinador para provar que pode ser sim o melhor.

Tudo sobre:

Rocky - Um Lutador
(Rocky, 1976)

Direção: John G. Avildsen
Roteiro: Sylvester Stallone
Estréia - EUA: 21 de Novembro de 1976

Sinopse: Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe medíocre que trabalha como "cobrador" de um agiota, tem a chance de enfrentar Apollo Creed (Carl Weathers), o campeão mundial dos pesos-pesados, que teve a idéia de dar oportunidade a um desconhecido como um golpe publicitário. Mas Rocky decide treinar de modo intensivo, sonhando apenas em terminar a luta sem ter sido nocauteado pelo campeão.

Elenco: Sylvester Stallone (Rocky Balboa), Talia Shire (Adrian), Burt Young (Paulie), Carl Weathers (Apollo Creed), Burgess Meredith (Mickey), Thayer David (Jergens), Joe Spinell (Gazzo), Jimmy Gambina (Mike), Jodi Letizia (Marie), Bill Baldwin Sr.


"Rocky – Um Lutador" é um clássico dos cinemas que abre de forma maravilhosa a história que vai muito além dos ringues e retrata anti-heróis e uma vida nada glamourosa, tomando emprestado estilos psicológicos dos personagens dos clássicos filmes "noir".

É impossível não falar de Rocky e não vir à cabeça uma cena de luta. Para a geração dos 20 anos, a franquia pode chegar até mesmo a estar erroneamente gravada na memória. Rocky ultrapassa os limites do ringue e vai muito mais além, fazendo uma crítica ao estilo americano de ser na década de 70 (e venhamos e convenhamos, não mudou muito), buscando também a questão do sonho que se concretiza e que o ser humano, na história, é muito mais do que um ser individualista, mas sim uma somatória dos seus feitos e atos.

Rocky Balboa é o tipo de cara que sempre foi mal interpretado. O seu jeito durão sempre o colocaria na fila dos encrenqueiros. O trabalho também não era o dos mais dignos, como ser cobrador de dívidas de um mafioso, mas morando na periferia de Filadélfia, o que mais uma pessoa que completou os estudos até sétima série poderia fazer? Boxeador, claro. Era apenas mais um bico, para ganhar um dinheiro extra, mesmo que fosse 17 dólares quando perdesse ou 45 quando ganhasse. E é vivendo essa vida sem um futuro aparente, seguindo dia após dia, compartilhando suas lamentações e felicidades com Zás e Trás (tartarugas domésticas) e Moby Dick (um peixinho dourado) que Rocky segue a sua vida. Com cara de encrenqueiro, mas com um bom coração. Apaixonado por Adrian, a tímida atendente da loja de bichos de frente ao ginásio onde treina boxe, Rocky tenta ganhar a sua vida da forma como pode. E a oportunidade surge quando a luta do bi-campeão mundial de peso-pesado Apollo Creed (na versão dublada com o nome de Apollo Doutrinador) corre o risco de ser adiada. O adversário de Creed, Mack Lee Green acaba quebrando a mão e fica impossibilitado de lutar contra o bi-campeão no dia do bicentenário da independência dos Estados Unidos. Outros lutadores famosos acabam negando a luta, com a desculpa de que cinco semanas não seriam o suficiente para enfrentar o bi-campeão. Aí surge a idéia, dada por Creed, de que "na terra da oportunidade", o sentimentalismo de oferecer a vaga a um lutador local pela disputa do cinturão de campeão de pesos-pesados. Rocky não é escolhido por sua forma de lutar ou outra qualidade necessária a enfrentar o campeão. Sua escolha é devido simplesmente ao nome fictício que usa nos ringues de "Ganharão Italiano", já que nome assim soaria melhor em uma publicidade. Mas Rocky vê nesse momento a chance de mostrar que não é só mais um perdido no mundo, e, levando a sério seus próprios conselhos dados à jovem Marie (uma jovem que mora no bairro), ele sabe que é por sua reputação que será lembrado. Rocky em nenhum momento acha que possui chances de vencer Apollo Creed. Afinal, como vencer um bi-campeão dos pesos pesados? Ele segue a filosofia de que não precisa vencer, basta fazer algo que nunca ninguém havia feito antes, agüentar os 5 rounds da luta. E entre seu treinamento, a descoberta do romance com Adrian e o convívios com as pessoas próximas de si, Rocky traçará o momento que o levará a se tornar imortal diante do país.

A história do filme, criada originalmente em apenas três dias pelo próprio Sylvester Stallone, foi embasada em um momento em que o ator, descrente de sua vida em Hollywood, entre várias tentativas nada bem sucedidas de seguir sua carreira como ator, com pouco dinheiro no bolso e morando em um pequeno quitinete de 3x4m junto com seu cachorro, assiste a uma luta entre Muhammad Ali e Chuck Wepner. Durante a luta, Wepner fez algo que nunca ninguém havia feito na vida: nocauteado Muhammad Ali. Mesmo não ganhando, Wepner ficou marcado na história do boxe mundial por nocautear um campeão dos boxes. Foi justamente deste momento que Sly (apelido de Sylvester Stallone) deu asas à criação do primeiro tratamento de Rocky, que logo chamou a atenção de Irwin Winkler e Robert Chartoff. Passando por diversos tratamentos, o roteiro chegou a sua versão final, um tanto diferente da inicial, que era bem mais sombria. Stallone também recebeu somatórias enormes (chegando a 450 mil dólares) para não assumir o papel principal de Rocky, todas elas, negadas de pronto pelo ator.

O roteiro final toma por base o psicológico de alguns personagens que marcaram o cinema da década de 40, intitulado como filmes "Noir". Personagens descrentes da sociedade, ambíguos, alienados, formam a galeria final de alguns principais e secundários da franquia, o que acaba por dar uma caracterização muito mais realista ao filme, tirando um pouco da mágica e do sonho que tanto envolve o cinema Hollywoodiano. Junto a estes personagens, há uma crítica à sociedade americana do espetáculo, que se torna fantoche ou marionete diante a uma mídia inescrupulosa e completamente voltada para o entretenimento. Claro que o roteiro não deixa de incutir disfarçadamente o "sonho americano" do pobre desconhecido que se torna visível da noite para o dia, não sem batalhar pelo seu lugar ao sol, porém o que vale muito mais no processo é a forma como se vive, como se percorre esse caminho do que o objetivo final.

Também é visível um estilo completamente diferente em direção. A direção dos filmes naquela época ainda se permitia a longas tomadas, algo ainda vindo das décadas anteriores, que trabalhavam com um estilo muito mais de teatro do que de televisão. Planos abertos, movimentos de câmeras e "zoom" que aproveitavam muito mais expressões ao invés da excessiva quantidade de cortes hoje, que leva o cinema a cada vez mais se assemelhar com a linguagem televisiva do que algo mais diferente.

A moral defendida na história também é refletida nos bastidores do projeto. Uma produção com orçamento de um pouco mais de um milhão de dólares conseguiu faturar 117 milhões de dólares. Filmado em 28 dias, o resultado final do projeto foram suas nove indicações ao Oscar (Melhor Roteiro Original – Sylvester Stallone - , Melhor Ator – Sylvester Stallone -, Melhor Atriz – Talia Shire -, Melhor Ator Coadjuvante – Burt Young e Burgess Meredith -, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som), sendo responsável por faturar 3 estatuetas (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição). Além disso, o filme foi eleito diversas vezes nas premiações do Instituto Americano de Filme, como Rocky Balboa ser o sétimo herói da história cinematográfica americana, ser o quarto filme mais empolgante, estar entre os 100 filmes que marcaram a história do cinema, e no ano de 2006, o roteiro deste filme foi eleito como o melhor roteiro de todos os tempos pelo Sindicato dos Roteiristas da América.

Tudo isso e seria impossível não falar realmente das atuações do filme, que seja na versão dublada (que não perde em nada) ou legendada, não deixam em nenhum momento de serem tão grandiosas. Rocky Balboa é o melhor personagem e a melhor atuação de Sylvester Stallone, que consegue passar para o filme todo o peso seu personagem, um dos poucos momentos mais marcante da vida do ator. Talia Shire consegue viver de forma espetacular a tímida Adrian, e através dos seus olhos, e uma expressão um tanto apática consegue dar vida a uma interessante personagem, que visivelmente se completa com Rocky. Burt Young, no papel do irmão canalha, consegue equilibrar entre o ódio e o amor do público, o que de certa forma acaba cativando um certo carinho pelo personagem, assim como acontece com o rabugento treinador de Rocky, Burgess Meredith. Uma galeria de personagens que também ficaram marcados na história do cinema.

Sem nenhuma exacerbação, "Rocky – Um Lutador" é um dos melhores filmes do século XX, com certeza estará gravado na memória de muitos e ainda funciona para várias gerações. Basta apenas que parte do público esqueça o estigma da "Sessão da Tarde".

COTAÇÃO: 9/10

Curiosidades

- As gravações de Rocky levaram apenas 28 dias

- Sylvester Stallone sofreu algumas distensões e sérias dores durante as gravações das primeiras cenas de preparação física de Rocky Balboa.

- Carl Weathers foi contratado pela sua atitude, quando, ao fazer a leitura do roteiro com Stallone, disse: "Se você me trouxer um ator de verdade, eu faço melhor".

- A cena de patinação no gelo com Adrian e Rocky foi alterada de última hora, já que Sylvester Stallone não sabia patinar.

- As cenas da luta final do filme foram filmadas na ordem inversa de forma a começarem poela maquiagem mais pesada para a mais leve.

- Só permitiram que Stallone ficasse com o papel de Rocky caso a produção do filme não ultrapassasse o valor de um milhão de dólares.

- Stallone recebeu ofertas de 450 mil dólares para não atuar no filme.

- O filme tinha um final alternativo, onde fãs de Creed e fãs de Balboa os carregariam nos ombros, mas devido aos poucos extras e a alguns murros que os atores levaram dos extras, a cena foi cortada.

- A cena em que ocorre o primeiro beijo entre Balboa e Adrian não foi roteirizada do jeito que foi filmada. No dia da gravação da cena, a atriz Talia Shire estava gripada e teve receio de deixar Stallone doente. Este receio foi aproveitado no filme.

- Bette Middler recusou o papel oferecido para viver a personagem Adrian.

- As fotos de Rocky Balboa quando criança no apartamento dele, são realmente fotos de Stallone quando jovem.

- As duas cenas do treinamento de Rocky, onde ele sobe as escadarias do Museu da Filadélfia foram filmadas com uma diferença de duas horas.

- A cena em que Tony Gazzo usa sua bomba contra asma enquanto conversa com Rocky não estava planejada. O ator realmente estava tendo uma crise asmática durante a cena.

- Susan Sarandon fez um teste para o papel de Adrian.

- Sylvester Stallone deixou de fumar durante as gravações do filme já que o hábito estava deixando-o sem ar durante as gravações.

Rocky II - A Revanche
(Rocky II, 1979)

Direção: Sylvester Stallone
Roteiro: Sylvester Stallone
Estréia - EUA: 15 de Junho de 1979

Sinopse: Após o término do confronto contra Apollo Creed (Carl Weathers), Rocky (Sylvester Stallone) promete à Adrian (Talia Shire), sua esposa grávida, que irá largar os ringues de boxe. Porém, Apollo quer provar que Rocky não foi nocauteado por acaso e, como este está sem dinheiro, promovem outra luta entre os dois pugilistas.

Elenco: Sylvester Stallone (Rocky Balboa), Talia Shire (Adrian), Burt Young (Paulie), Carl Weathers (Apollo Creed), Burgess Meredith (Mickey), Tony Burton (Treinador de Apollo), Joe Spinell (Gazzo), Leonard Gaines (Agente), Sylvia Meals (Mary Anne Creed), Frank McRae (Meat Foreman), John Pleshette (Diretor), Stu Nahan (Anunciante), Bill Baldwin Sr. (Comentarista), Paul Micale (Padre Carmine)


Seguindo o sucesso imenso de bilheteria do primeiro filme, "Rocky II – A Revanche" perde um pouco da inovação do longa anterior da franquia, mas ainda assim não deixa cair a qualidade do roteiro, novamente escrito por Stallone, e ainda consegue se manter dentro da linha dos ideais do filme.

Stallone está de volta reprisando o personagem que marcou a sua carreira. Chegando aos cinemas em julho de 1979, "Rocky II – A Revanche" continua o primeiro filme exatamente de onde ele parou. Após a sua primeira grande luta, Rocky está muito machucado. A sua intenção de permanecer até o último round com Apollo Creed no ringue, fato nunca antes acontecido, lhe causou sérios danos. Entre eles a perda da visão periférica do lado esquerdo. Condenado a largar o boxe por correr risco de ficar cego em um próximo embate, Rocky agora segue sua vida. Ele finalmente casa com Adrian, e, com o dinheiro que ganhou da luta anterior, tenta dar o melhor que pode para sua esposa. Mas, claro, sem poder lutar, e sem outra fonte de renda, Rocky terá que arranjar um jeito de ganhar a vida, já que Adrian está esperando um filho seu. Com um grau de escolaridade baixa, a única coisa que ele pode conseguir são trabalhos braçais, já que sua tentativa de se tornar garoto propaganda (aproveitando o sucesso conquistado na luta contra Creed) foi um verdadeiro fiasco. Porém, em um Estados Unidos que se diz ser "a terra da oportunidade", a única que realmente bate à porta de Rocky é voltar ao ringue para uma revanche com Apollo Creed, que passou a ser avacalhado pelos fãs do boxe após a luta com Rocky. Enfrentando as adversidades da sociedade e correndo sérios riscos em uma segunda luta com o campeão dos pesos pesados, uma nova batalha é marcada para provar quem é o melhor no mundo dos esportes.

A motivação que poderia ser na verdade um fiasco, ou apenas mais uma desculpa esfarrapada para uma continuação de uma franquia de forma a aproveitar-se do sucesso de bilheteria do filme anterior, nesta continuação não se torna tão execrável assim. Isso, claro, devido ao forte roteiro, que mostra que na verdade a revanche entre Apollo Creed e Rocky Balboa não está apenas amarrada a simples desculpa de se ter uma segunda luta, mas sim ao fato de mostrar bem o lado psicológico das duas personagens. Rocky primeiramente tenta ganhar sua vida fora dos ringues. O lutador mesmo não quer retornar às lutas, chegando a dizer em uma entrevista de emprego: "Já levou 500 socos na cara em uma noite só? Depois de um tempo começa a doer". Isso mostra que Rocky, quando retorna ao ringue, não é só mais por um orgulho masculino ferido qualquer, mas sim porque é realmente a única coisa que ele sabe fazer na vida: lutar.

O lado psicológico "noir" das personagens está presente no roteiro, embora de forma mais leve do que no primeiro filme. Claro que muitos fatores ajudaram para essa mudança, mas, ainda assim, eles se fazem presentes e poderiam estar muito mais ainda, como no personagem de Paulie, que, de uma hora para outra, deixa de ser o canalha adorável do primeiro filme e passa a ser apenas mais um personagem secundário neste segundo.

Stallone e Burgess Meredith reprisam seus papéis de Rocky e treinador Mickey de forma majestosa, assim como Thalia Shire. Stallone consegue passar uma veracidade nos movimentos (sempre irriquieto, conhecido no teatro pelo termo de 'palco quente', e um dos maiores pecados de um ator), que ficou característico de Rocky, bem como os seus semi-socos no ar (coisa que nenhum boxeador faz normalmente) e o seu jeito lento de falar, o tornam um dos personagens mais sinceros e cativantes do meio cinematográfico. É uma pena que, a partir do terceiro filme, estes pequenos detalhes começaram a ser esquecidos, transformando a franquia em apenas mais um filme de boxe. O resto do elenco está comedido e reprisando de forma impecável seus papéis do primeiro filme.

A novidade é que Sylvester Stallone chega à direção neste projeto. Além do roteiro e da coreografia da luta, ele mostra ter sido um aluno aplicado, seguindo bem os mesmos passos e estilo de direção de John G. Avildsen, diretor do primeiro filme. Os mesmo estilos de planos, com a diferença de não trabalhar tanto mais o estilo documental na luta final entre Balboa e Creed, o que fez perder um pouco da emoção da luta. Mas ganha excelentes pontos quando, no final, resolve optar por não criar uma conclusão piegas e totalmente previsível, criando, o que afirmo ser, um dos melhores momentos de tensões da história cinematográfica, fazendo com que o espectador respire aliviado com o final da luta, e seja embalado ao som da música tema criada especialmente para o filme (os mais novos que acompanham o programa televisivo de Luciano Huck podem lembrar da música tema, que é usada em uma versão dance atual de "Can You Feel It").

Personagens cativantes, reais e a superação das dificuldades com muita força de vontade são os ingredientes básicos que fazem dos primeiros episódios da franquia "Rocky" um dos maiores filmes do século XX, que vale a pena ser visto e revisto inúmeras vezes, principalmente para os fãs do bom filme.

COTAÇÃO: 8/10

Curiosidades

- Este é, ao lado de Rocky V, um dos únicos filmes a ganharem menos de 100 milhões de bilheteria só nos cinemas americanos (sem contar com a bilheteria americana de Rocky Balboa), com 85 milhões nos cinemas americanos mais 200 milhões pelo mundo todo.

- Este é o último filme que mostra os cantores da vizinhança de Rocky. Entre os cantores, um deles é o irmão de Stallone.

- Este é o último filme a retratar Rocky morando no subúrbio de Filadélfia. Rocky só retorna ao subúrbio no quinto e no sexto filme da franquia.

- Rocky leva Adrian para passear em um zoológico logo depois que sai do hospital. Essa é uma referência ao primeiro filme, quando o motorista de Gazzo diz que Rocky deveria levá-la para passear em um zoológico.

- O pedido de casamento que Rocky faz a Adrian no zoológico tem ao fundo um Tigre. O animal viria se tornar tema de música na franquia de Rocky.

- Novamente menção ao Tigre quando ele compra um casaco com o desenho do animal nas costas, e passa mais da metade do filme usando o casaco.

- Em uma cena em que ele brinca com as crianças do bairro, Sylvester Stallone usa uma fita vermelha na cabeça. A fita viria voltar a ser usada em 1982, no primeiro filme de Rambo. A mesma fita vermelha é usada mais algumas vezes durante o seu treinamento antes da luta.

- Novamente ele continua com sua mania de quicar uma bola, mania apresentada na primeira cena do primeiro filme, quando ele caminha para casa depois de uma luta de boxe no bairro.

- Sylvester Stallone teve um sério machucado no músculo peitoral durante as gravações das cenas dos treinos.

- Em uma versão anterior do roteiro, há uma cena que não foi filmada, onde mostra o primeiro encontro de Rocky e Mickey. Lá descobrimos que o verdadeiro nome de Rocky é Robert.

- Os nomes das tartarugas de Rocky assumem na versão dublada, o mesmo nome original, Cuffin e Link. No primeiro filme eles foram traduzidos para Zás e Trás.

- “Rocky II” acontece entre o período de janeiro a novembro de 1976, apesar do filme ser de 1979.

- Cerca de 800 crianças foram usadas nas cenas em que uma multidão corre atrás de Rocky em seu treinamento.

Rocky III - O Desafio Supremo
(Rocky III, 1982)

Direção: Sylvester Stallone
Roteiro: Sylvester Stallone
Estréia - EUA: 28 de Maio de 1982

Sinopse: Após ter sido derrotado por Clubber Lang (Mr. T), um novo e temível adversário, Rocky (Sylvester Stallone) passa a ser treinado para a luta revanche por Apollo Creed (Carl Weathers), seu antigo rival, que deseja de Rocky apenas um pequeno favor em troca dos seus serviços.

Elenco: Sylvester Stallone (Rocky Balboa), Talia Shire (Adrian), Burt Young (Paulie), Carl Weathers (Apollo Creed), Burgess Meredith (Mickey), Tony Burton (Duke), Mr. T (Clubber Lang), Hulk Hogan (Thunderlips), Ian Fried (Rocky Junior), Al Savani (Al), Wally Taylor (Empresário de Clubber Lang), Don Sherman (Andy), Gene Crane (Prefeito), Bill Baldwin Sr. (Comentarista)


Decaindo e muito na qualidade do roteiro, Sylvester Stallone conseguiu um sucesso de bilheteria, embora este terceiro seja um dos mais fracos dos cinco filmes, já que perde a essência das personagens para focar-se nas lutas. Um dos maiores erros cometidos na franquia.

Tudo que é bom dura pouco. E, claro, tudo que tem um começo, tem um fim. Mas como perceber quando se chega ao clímax e tudo o que se vê pela frente é somente uma bela de uma queda? Dentro da franquia Rocky, acredito ser no terceiro filme da série que se dá início ao fim de uma era.

Rocky agora é campeão de pesos-pesados, dono do cinturão que, com orgulho, defendeu dez vezes durante o embaçado tempo cronológico que separa o segundo do terceiro filme. Embaçado porque diversas vezes você chega a se perder na cronologia, caso você seja daqueles cinéfilos chatos que não perdoa a aparição do microfone no alto da tela. Bom, mas continuando. Agora Rocky não mora mais na periferia. Aliás, parece até que esqueceu o que era a periferia. Aquele garoto com cara de mal, mas que não passava de um crianção, que era o maior atrativo da personagem, desapareceu. Agora deu lugar a um engravatado e, mesmo que bobo, não é mais o mesmo que conhecemos na última luta. Agora mora em uma mansão, tem um filho já com seus 5 ou 6 anos, uma limusine. Virou garoto propaganda do American Express, apareceu em programas como "The Muppet Show" (note que, no segundo filme, Rocky não conseguia nem falar direito as frases que ele tinha que ler durante um comercial). Mas, para demonstrar que Rocky não se vendeu completamente, ele continua lutando, mas luta para caridade. Suas lutas são para levantar dinheiro para fundações. Até o momento em que ele é desafiado por Clubber Lang, um lutador que veio do nada, e completamente arrogante (perceba, o velho clichê chato do inimigo arrogante que com certeza irá perder!) desafia Rocky para uma luta em disputa do título de campeão dos pesos-pesados. É então que ele descobre que Mickey, visando o melhor para Rocky, fazia com que este ganhasse as lutas, visto que pretendia que o lutador não piorasse a sua saúde (o olho esquerdo ruim, do segundo filme), no entanto, Rocky não sabia da armação. Então, determinado a provar para si mesmo, após o enfarte de Mickey, ele se junta ao seu antigo inimigo, Apollo Creed (ou Apollo Doutrinador na versão dublada), para manter o título de campeão dos pesos pesados.

Se você é um fã da franquia, se apaixonou pelo jeito de ser dos personagens, aquela realidade crua que era, de certa forma, retratada nos dois primeiros filmes, pode se decepcionar e muito com este episódio da franquia. Primeiro porque tudo o que havia de atrativo no filme, que, por incrível que pareça, não se resumia somente às lutas, desaparece como em um passe de mágica aqui. O que talvez tenha sido o maior problema para a franquia, é que as lutas não eram o ápice do filme. Elas se tornavam o ápice devido a toda a caminhada, o percurso e os obstáculos que apareciam à frente dos personagens principais.

O filme deixa de ser um projeto com uma moral social e passa a ser um pipocão, com muita imagem, uma história, mas quase nada de conteúdo. Não digo aqui que o filme seja vazio diante a história da franquia. A série é tão interligada em si que é difícil você assistir hoje a Rocky Balboa, sem ter visto os filmes anteriores, já que muitos detalhes são revividos em cada novo episódio da saga. Porém o terceiro filme esquece completamente desses pequenos detalhes e transforma o longa (um dos menores em duração da franquia) em apenas enchimento de lingüiça, que pode ser que você nem precise dele para acompanhar a série.

Mas, claro, não há nada melhor do que ver um personagem carismático como Rocky crescer na vida. Na verdade, o maior atrativo deste filme é direcionado para aqueles que realmente são fãs e que sentem um aperto no coração quando têm que dizer adeus ao personagem, na hora em que a imagem congela e os créditos sobem.

Stallone não se desvencilha dos maneirismos que pegou com John G. Avildsen, e não se torna um diretor nato, mas sim estagnado, e não criando nada de inovador para série. O roteiro, também escrito por Stallone, apenas segue a tendência do mercado de criar mais um sucesso de bilheteria para MGM, o que faz de forma espetacular, já que este e o quarto filme são os maiores arrecadadores de bilheteria da franquia.

O desprender das raízes do filme é tão grande que os personagens do elenco de apoio, como a esposa Adrian, o cunhado Paulie, Apollo Creed e Mickey se tornam meros coadjuvantes, que simplesmente estão no filme para figurarem como fantoches ao lado de Rocky, e até mesmo a explosão de raiva de Adrian com Rocky durante o treinamento soa superficial e falso, diferente da sua primeira explosão de raiva com Paulie, no primeiro filme.

"Rocky III – O Desafio Supremo" não é ruim, mas também não chega nem aos pés dos dois primeiros filmes e acaba se tornando apenas mais um projeto dentro da franquia. Mas como já diz o ditado: "Tudo que sobe, tem que descer", e o que vale nessa hora é se a queda vai ser suave ou brusca.

COTAÇÃO: 5/10

Curiosidades

- A estátua de Rocky erguida no filme permanece intacta na cidade de Filadélfia.

- “Rocky III - O Desafio Supremo” rendeu somente nos Estados Unidos cerca de 125 milhões de dólares em bilheteria.

- Ele é o segundo filme de maior arrecadação da franquia, perdendo por três milhões para o quarto filme.

- A cena de luta entre Thunderlips e Rocky, ainda no começo do filme levou 10 dias para ser filmada. Só para comparar, o primeiro filme da franquia levou 28 dias para ser todo filmado.

- A diferença de tamanho apresentada no filme entre Stallone e Hulk Hogan é real.

- Somente neste episódio da franquia é apresentado o sobrenome do treinador de Rocky: Mickey Goldmill.

- A mulher loira que aparece durante o treino de Rocky e pede para dar um beijo em seu rosto é na verdade a primeira mulher de Stallone.

- O papel do inimigo de Rocky, Clubber Lang, foi oferecido primeiramente para Earni Shavers, boxador de peso-pesado. Mas durante os ensaios das lutas o boxeador acabou quebrando duas costelas de Stallone, e foi logo substituído por um ator.

- Joe Frazier, que aparece no ringue no primeiro episódio da franquia, foi considerado para o papel de Clubber Lang.

- Hulk Hogan, que interpreta o lutador de luta-livre, Thunderlips, quando convidado pela primeira vez para fazer parte do filme, achou que era uma piada de algum outro lutador.

- A música "Eye of Tiger", que virou marco na franquia, veio substituindo a música "Another One Bites the Dust" do Queen.

- Confusão na cronologia. O filme repetidas vezes faz crer que os acontecimentos se passem três ou cinco anos depois, embora Rocky em um determinado momento fale que se passaram 6 anos desde o primeiro filme. Porém na lápide de Mickey a data da morte é de 15 de agosto de 1982.

- Os narradores da luta do segundo filme estão de volta neste terceiro filme, porém este é o último filme de Bill Baldwin, que veio a falecer em novembro de 1982.

- Algumas imagens do público da luta final deste episódios são na verdade cenas do segundo filme.

Rocky IV
(Rocky IV, 1985)

Direção: Sylvester Stallone
Roteiro: Sylvester Stallone
Estréia - EUA: 27 de Novembro de 1985

Sinopse: Apollo (Carl Weathers) morre em uma luta com Drago (Dolph Lundgren), um invencível lutador russo. Assim, Rocky (Sylvester Stallone) decide ir até a União Soviética para enfrentá-lo e vingar o amigo.

Elenco: Sylvester Stallone (Rocky Balboa), Talia Shire (Adrian), Burt Young (Paulie), Carl Weathers (Apollo Creed), Brigitte Nielsen (Ludmilla)
Tony Burton (Duke), Michael Pataki (Nicoli Koloff), Dolph Lundgren (Drago), Dominic Barto (Oficial do governo russo), James Brown (Padrinho do Soul), Rose Mary Campos (Maid), Jack Carpenter (Motorista da KGB), James "Cannonball" Green (Manuel Vega), Dean Hammond (Entrevistador), Rocky Krakoff (Rocky Jr.)


O quarto filme da franquia "Rocky" pode não apresentar a seriedade dos dois primeiros filmes da série, mas, visto como uma legítima diversão passageira, o filme cumpre seu dever com primor. Um adversário bacana para o protagonista e uma subtrama política fazem de "Rocky IV" um bom passatempo.

Desde o filme anterior, a franquia "Rocky" havia perdido em partes sua identidade, se transformando em mais uma série caça níquel com um conteúdo cada vez rasteiro. Faz sentido, afinal, o personagem Rocky já havia se estabelecido tanto financeiramente como emocionalmente. Todo aquele seu drama para mostrar que sua habilidade com lutas supriria sua falta de inteligência, seu conflito interno para mostrar que não é mais apenas mais um lutador de bairro, a importância de sua esposa Adrian em sua vida, tudo isso já havia sido abordado de maneira correta nos dois primeiros, deixando um enorme buraco para o que seria abordado nos filmes adiantes. O que sobrou? Muita porrada. Após um mediano "Rocky III – O Desafio Supremo", o quarto filme, novamente dirigido, roteirizado e estrelado por Sylvester Stallone, chega seguindo a linha de divertir sem precisar muito o cérebro. E acaba por conseguir com méritos.

Rocky Balboa (Sylvester Stalone) está frente a frente com o seu maior mortal adversário: o soviético Ivan Drago (Dolph Lundgren), um atleta desenvolvido pela cibernética soviética. Após a implacável destruição de seu treinador e amigo pessoal Apollo Creed (Carl Weathers), vencer Drago torna-se a grande obsessão de Rocky. Isto o leva até às estepes geladas da Sibéria, onde, sob condições subumanas, Rocky treina intensivamente para a luta mais perigosa de sua vida.

A mudança de estilo se percebe logo no início, quando Rocky dá de presente de aniversário para seu cunhado Paulie um robô – fêmea, diga-se de passagem – que faz simplesmente tudo, semelhante aquela serviçal da família Jetsons, do desenho de Hanna Barbera. Algo, no mínimo, absurdo, para quem acompanhou Rocky no começo do primeiro filme apanhando para conseguir míseros quarenta dólares. Mas o filme consegue não cair no ridículo, pois, pela primeira vez, uma trama política é apresentada na franquia, deixando o quarto filme bem mais interessante do que aparentava de início.

A inclusão na trama de um adversário russo que anseia a profissionalização do boxe na União Soviética é interessante, pois entra em pauta novamente todo um contexto de Guerra Fria. No momento em que os americanos Rocky ou Apollo Creed entram num ringue contra o russo, não é mais apenas uma luta de boxe, e sim, toda rivalidade capitalismo versus socialismo, uma briga de nações que vem à tona. E o roteiro faz questão de muitas vezes atenuar esse conflito, como quando a esposa do lutador russo Ivan Drago afirma que a mídia faz de tudo para mostrar que a URSS é o vilão do mundo, e os EUA os heróis. Algo delicado para um típico filme pipocão americano. Mas Stallone ainda bota muita palha na fogueira, ao aproveitar o estereótipo de Apollo Creed (um patriota exibicionista ao extremo), e alfineta feio os soviéticos quando ele chega para lutar com Drago vestido de George Washington enquanto o ginásio é tomado por um verdadeiro show de James Brown cantando "I live in América".

Acertadamente, o sentimentalismo que marcou os primeiros filmes, está muito bem presente, ainda que de maneira mais leve. Afinal, Rocky mais uma vez tem que lidar com a morte de alguém especial (afinal, ele nunca seria ninguém sem Apollo Creed, seja como adversário, seja como amigo) e a luta da "revanche" não se trata apenas de vingança, mas uma série de fatores que mexem com o psicológico de nosso protagonista.Vale lembrar que a importância de Adrian em sua vida, e sua eterna preocupação para com a saúde do marido também são mostradas, para não descaracterizar por completo a franquia.

Impressionante como Stallone consegue fazer uma direção firme, não deixando cair o ritmo em nenhum momento. Sensacional o longo momento de fluxo de consciência de Rocky quando este, abalado pela morte de Apollo, dirige sem rumo preocupado com a luta da revanche, e uma série de flashbacks dos três filmes anteriores são apresentados em rápidos intervalos. Ele acerta ao mostrar não apenas cenas de Rocky com Apollo, mas sim, momentos de importância de toda sua vida, como o primeiro beijo em Adrian, seu treinamento esmurrando carnes, quando atirou um objeto com desgosto em sua própria estátua no terceiro filme, a morte de seu eterno treinador Mickey, etc. Isso para simbolizar que sua luta com Ivan Drago não representava apenas uma vingança...ele estará representando seu país em meio a uma guerra, e acima disso, seu nome estará em jogo, assim como sua própria vida.

Méritos para a direção de Stallone também na fantástica cena de treinamento, em que é feito um paralelo entre os dois lutadores. Enquanto Rocky mantém-se firme ao seu treinamento primitivo baseado em corridas, cortar lenhas, puxar carroças, tudo sem quaisquer ajuda de equipamentos; o russo utiliza uma série de equipamentos de última tecnologia, desde esteiras simples, computadores modernos,a medidores de potência de socos e..., anabolizantes (mais uma alfinetada a União Soviética). Para muitos, pode ser considerado um exagero de provocação ao apresentar a Rússia comunista apresentar um avanço enorme em tecnologia em comparação ao treinamento precário do atleta dos EUA capitalista. Deixando de lado esses detalhes, são momentos de pura adrenalina que, juntamente com a trilha de fundo "Burning Heart", da banda Survivor, valem o filme.

O que garante muito a emoção é o ótimo vilão vivido por Dolph Lundgreen (onde será que ele anda hoje?). Mesmo falando menos de meia dúzia de palavras durante todo o filme, ele assusta pelo seu jeito durão e com um porte físico amedrontador. Após fazer um caldo com Apollo Creed, é mais do que natural a preocupação de Rocky com sal própria vida. E vale salientar que o duelo entre os dois talvez só não seja superior ao dele contra Apollo Creed no primeiro filme. Uma emocionante luta de um campeão mundial contra uma verdadeira muralha russa, quase imune a pancadas, em nome de uma força maior (detalhe que a própria luta em si não era autorizada pela Federação de Boxe).

Paras os fãs dos dois primeiros filmes, ainda pode ficar o gosto de decepção pelo drama do lutador ter virado definitivamente uma franquia de ação. Mas sendo encarado como diversão gratuita, "Rocky IV" é um prato cheio. Patriotismos à parte, no fim, Stallone até tenta esboçar através de seu personagem uma mensagem de paz mundial. No fim das contas, é o filme dele em jogo.

COTAÇÃO: 7/10

Curiosidades

- “Rocky IV” arrecadou 128 milhões de dólares nos Estados Unidos e 300 ao redor do mundo, sendo o filme de maior arrecadação da franquia (sem contar com “Rocky Balboa”)

- O papel de Ivan Drago é o primeiro papel importante de Dolph Lundgreen nos cinemas. Antes, ele havia feito apenas uma Ponta em “007 – Na Mira dos Assassinos”. Depois de “Rocky IV”, ele virou uma grande promessa de astro de filmes de ação, tendo atuado em filmes como “Mestres do Universo”, “O Justiciero” e “Soldado Universal”.

- Este é o único filme da série em que a canção-tema de Rocky, “Gonna Fly Now”, não é tocada.

- Na cena em que Rocky está dirigindo seu carro e tocando a música “No Easy Way Out”, passam flashbacks de todos os três filmes anteriores a este.

- Quando foi lançado, em plena Guerra Fria, o filme gerou conflitos entre os Estados Unidos e a Rússia. Inclusive, o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan disse que "Rocky é a melhor propaganda da Guerra".

- Stallone afirmou que uma de suas intenções em “Rocky IV” é transmitir a idéia de que o homem é capaz de vencer as máquinas, referindo-se a cena de treinamento, em que Ivan Drago utiliza uma série de aparelhos ultra tecnológicos, enquanto Rocky apenas utiliza objetos comuns.

- Stallone achou que seria uma boa idéia ao gravar a cena de luta entre Rocky e Ivan Drago, fazer uma luta real. Mas, Stallone não resistiu ao poderoso soco de Dolph Lundgreen, tendo uma parada cardíaca.

- Depois que Apollo conta para Adrian que vai lutar com o russo, ele tem um flashback de quando Clubber Lang o derrubou no terceiro filme. No flashback, ele está com um short vermelho, branco, e azul, mas ele não tinha esse short até a segunda luta.

- Quando Apollo está pronto para lutar com Drago, ele aparece com luvas de boxe brancas. Depois ele aparece com Rocky pulando corda e está sem luvas. Mas da próxima vez que ele aparece, ele já está com as luvas novamente.

- As limusines que eles estão dirigindo na Rússia são carros modelos americanos da Mercedes Benz. O correto seriam modelos russos ou europeus.

- Quando Rocky vai iniciar o 1º Round com o Drago, mesmo antes dele entrar no ringue, Duke, o treinador de Apollo agora treinando o Rocky, aparece com a camisa manchada de sangue. Como isso é possível ele estar manchando de sangue sem a luta sequer ter começado?

Rocky V
(Rocky V, 1990)

Direção: John G. Avildsen
Roteiro: Sylvester Stallone
Estréia - EUA: 16 de Novembro de 1990

Sinopse: Na luta com Drago, o lutador russo, Rocky (Sylvester Stallone) acabou recebendo uma lesão permanente. Assim é forçado a se retirar do boxe e, para piorar as coisas, descobre que seu contador roubou sua fortuna. Sem dinheiro e não podendo voltar a lutar, ele começa a treinar um jovem (Tommy Morrison) que promete ser um grande lutador. Mas seu trabalhado não é terminado, pois um empresário atrai o jovem pugilista com um alto salário, mas mestre e aluno ainda vão se reencontrar como rivais.

Elenco: Sylvester Stallone (Rocky Balboa), Talia Shire (Adrian), Burt Young (Paulie), Sage Stallone (Rocky Jr.), Burgess Meredith (Mickey), Tommy Morrison (Tommy), Richard Gant (George W. Duke), Tony Burton (Tony), James Gambina (Jimmy), Delia Sheppard (Karen), Mike Gerard Sheehan (Merlin Sheets), Michael Williams (Union Cane), Kevin Connolly (Chickie), Elisebeth Peters (Jewel)


O quinto filme da franquia "Rocky" consegue ser sem dúvidas o mais fraco da série. Exceto por algumas passagens que fazem lembrar o primeiro – e melhor – filme da série, "Rocky V" é chato durante a maior parte do tempo.

"Rocky IV" foi extremamente divertido. Não tinha mais aquela seriedade dos primeiros filmes, mas exaltou o ego de Stallone com uma vitória de Rocky sobre um pugilista russo, transmitiu sua mensagem e pronto, seria um bom final para a franquia de sucesso. Mas, como nem sempre o bom senso se aplica em Hollywood, é preciso quebrarem a cara para que aprendam a lição e parem de fazer filmes para não sujar a imagem da famosa série. E "Rocky V" foi essa lição. Após dirigir as três últimas seqüências da série, Stallone resolveu assumir os cargos apenas de roteirista e ator, passando a cadeira de volta para John G. Avildsen, vencedor do Oscar pelo ótimo trabalho no primeiro filme. Mas Avildsen pareceu desaprender como se faz um bom filme.

Após o combate contra Ivan Drago, Rocky vem a se deparar com uma situação difícil: perde quase todo o dinheiro graças a um contador corrupto, e ainda descobre que estava impossibilitado de continuar a lutar sob o risco de vida. Volta a morar no bairro de origem na Filadélfia e passa a conviver com problemas sociais e pessoais, principalmente em relação a seu filho. Encontra um promissor lutador de boxe e decide treiná-lo. Tudo corria bem até quem um grande empresário "rouba" o seu pupilo. Os dois (mestre e aprendiz) acabaram se enfrentando para decidir quem realmente é o "campeão dos campeões!"

O mal do roteiro não é nem o tema em si, pois faz total sentido a decisão de Rocky em abandonar a carreira – algo que ele pretende desde o segundo filme - e queira se dedicar à carreira de treinador, principalmente após as escoriações no cérebro provenientes da luta anterior (explicação muito bem encaixada). Mas, convenhamos, existe graça em um filme de Rocky sem vê-lo entrar nos ringues e ver toda sua apreensão antes de uma luta? A idéia para o destino do personagem é muito válida, mas longe de ser suficiente para se fazer um filme. Uns letreiros no fim do filme anterior, explicando o destino do personagem, seriam muito mais convenientes. Como quiseram fazer mais um filme, o jeito foi apelar para uma série de situações clichês.

O fato de não ver Rocky se preparando para uma briga, e sim na posição de treinador, já não é muito animador de se ver, e tudo piora muito com o fato de seu pupilo, Tommy Gunn (vivido pelo fraquíssimo Tommy Morrison), não ter carisma algum. Assim, fica difícil torcer por bons desempenhos seus nas lutas, e mais difícil ainda compreender tamanho afeto que Rocky adquire por ele, a ponto de deixar sua família em seu segundo plano (algo absurdo para quem acompanhou a essência do personagem durante os outros quatro filmes da série). E o fato de Rocky negligenciar a família foi lamentável, pois a sua relação com seu filho poderia ter muita carga dramática a ser abordada, mas o diretor optou pela mesmice do "pai que trocou o filho por um estranho".

Talvez a intenção do diretor fosse deixar sempre explícito a possível alteração de caráter de Tommy que iria ocorrer, mas, mesmo assim, tudo soou demasiadamente exagerado. É muito forçado o modo que Rocky, antes muito relutante em agenciar alguém, aceita treinar Tommy após um simples jantar em sua casa e exprimindo uma enorme empolgação. Porém mais forçado ainda é o modo que Tommy repentinamente "apunhala pelas costas" seu treinador, por ele não achar que seu pupilo ainda não estava pronto para disputar o título mundial (Anakin Skywalker?), e para piorar, em pouco tempo cria um ódio imenso por seu ex-mentor.

E "Rocky V" quebra todos os padrões da franquia ao apresentar a luta principal não nos ringues, mas no meio da rua, sem luvas, sem regras. Tudo bem que a intenção do nosso protagonista era não satisfazer a vontade do mega-empresário George Duke de atrair a mídia através de um confronto entre "mestre e pupilo", mas, convenhamos, onde está sua ética? Até onde saibamos, Rocky sempre foi um homem prudente, e nunca se orgulhou de ganhar a vida lutando, e acaba que em sua aposentadoria vai lutar ilegalmente no meio da rua? Para piorar, o roteiro de Stallone falha feio ao mostrá-lo como herói brigando na rua, sendo ovacionado pelo público, demonstrando uma péssima influência. No fim das contas, seu ex-pupilo ainda é preso por cometer tal ato, enquanto ele sai impune. Afinal, não eram os dois que estavam violando as leis ao brigar na rua?

Em meio às muitas decepções, o quinto filme ainda possui alguns momentos que irão fazer os fãs do original se deliciarem. Toda a sua volta a sua rua na cidade Filadélfia, a retratação da academia de Mickey abandonada, sua antiga jaqueta preta de tigre com um chapéu-coco, estão presentes, como uma espécie de homenagem à franquia. Nesses pontos, o diretor John G. Avildsen acerta em cheio, principalmente na direção de um flashback de um diálogo de Rocky com seu falecido treinador, Mickey, atenuando a forte relação de pai-filho existente entre eles, e até justificando sua própria posição exagerada perante Tommy Gunn. E o diretor acerta principalmente nesses flashbacks, mostrando habilidade em momentos como o da luta final, em que Rocky, prestes a ser derrotado por Tommy, enxerga a imagem de Ivan Drago (Dolph Lundgreen, seu adversário do filme anterior) e Apollo Creed (Carl Weathers), conscientizando-se que é melhor do que tudo aquilo e ganhando forças para não desistir.

Salvo esses momentos, "Rocky V" acaba por decepcionar os verdadeiros fãs da série por tamanha distorção de personagens e contexto. Para os não-fãs, trata-se apenas de mais um filme de ação mediano. Felizmente, dezesseis anos depois, Stallone iria ressuscitar a franquia com "Rocky Balboa", pois uma série de tanto sucesso como essa merecia de fato uma conclusão melhor.

COTAÇÃO: 4/10

Curiosidades

- Devido fracasso internacional, o filme foi lançado diretamente em vídeo no Brasil.

- “Rocky V” é considerado quase que por unanimidade o mais fraco da série, inclusive pelo próprio Stallone.

- Sage Stallone, que interpreta Rocky Balboa Jr., é filho de Silvester Stallone na vida real.

- Tommy Morrison, intérprete de Tommy Gunn, foi um lutador de boxe profissional de relativo sucesso no fim dos anos 80, começo dos 90. Ele venceu muitas lutas por nocaute, mas a sua 1ª derrota é considerada um dos nocautes mais impressionantes da história do boxe peso-pesado.

- Michael Williams, intérprete de Union Cane, assim como Tommy Morrison, foi um lutador de boxe profissional na vida real. Como estratégia de marketing, ele e Morrison teriam uma luta um mês após a realização do filme, mas a luta teve que ser cancelada devida uma contusão de Williams. A luta seria intitulada "The Real Cane vs. Gunn Match".

- Quando Rocky vai para a Rússia lutar com o Russo no filme anterior, seu filho parece ter aproximadamente 10 anos. Quando ele volta no início de “Rocky V”, ele aparenta ter uns 15. Se ele ficou 5 anos na Rússia, a surra que ele tomou foi feia mesmo, pois quando ele estava no quarto do filho, dando-lhe uma moeda Russa, o seu rosto ainda estava muito inchado.

- Os repórteres que aparecem no filme são vividos por repórteres reais de jornais da Filadelfia e TV locais.

- O flashback em que Mickey dá a Rocky uma abotoadura de uma luva presa em um cordão, é baseado em uma entrevista que Cus D'Amato deu em 1985, pouco depois da primeira luta como profissional de Mike Tyson.

- O personagem George Washington Duke é baseado na vida do promotor Don King. Inclusive, o personagem utiliza algumas vezes a frase de King, ‘Only in América’.


Rocky Balboa
(Rocky Balboa , 2006)

Direção: Sylvester Stallone
Roteiro: Sylvester Stallone,
Estréia - EUA: 22 de Dezembro de 2006
Estréia - Brasil: 09 de Fevereiro de 2007

Sinopse: A glória faz parte do passado para Rocky Balboa (Sylvester Stallone). Dono do restaurante Adrian's, batizado em homenagem à sua falecida esposa, Rocky passa as noites contando aos clientes histórias de sua época de lutador. Rocky Jr. (Milo Ventimiglia), seu filho, não dá muita atenção ao pai, preferindo cuidar de sua própria vida. Sua vida muda após uma simulação de computador colocar Mason Dixon (Antonio Tarver), o atual campeão mundial dos pesos pesados, enfrentando Rocky em seu auge. Dixon fez fama pela facilidade com a qual conseguiu o título, mas como nunca encarou um oponente que realmente o desafiasse é considerado por muita gente como um lutador muito técnico, mas sem alma. A simulação faz com que o agente de Dixon resolva realizar a luta, oferecendo a Rocky uma nova chance de voltar aos ringues.

Elenco: Sylvester Stallone (Rocky Balboa), Burt Young (Paulie), Milo Ventimiglia (Rocky Jr.), Geraldine Hughes (Marie), James Francis Kelly III (Steps), Tony Burton (Duke), A.J. Benza (L.C.), Henry G. Sanders (Martin), Antonio Tarver (Mason Dixon), Pedro Lovell (Spider Rico), Ana Gerena (Isabel), Angela Boyd (Angie), Louis Giansante (Bar Thug), Carter Mitchell (Shamrock Foreman), Vinod Kumar (Ravi), Robert Michael Kelly (Sr. Tomilson), Mike Tyson, LeRoy Neiman, Lou DiBella


Trinta anos depois do primeiro filme, uma das franquias mais conhecidas do cinema está de volta. Com ela, muitas incertezas e muita, mas muita, insegurança quanto à sua qualidade.

Em 1976, estreava a melhor franquia de boxe de todos os tempos. Era o ano de estréia de "Rocky - Um Lutador". O filme, estrelado por Sylvester Stallone, enlouqueceu pessoas de várias idades, inclusive os garotos que, se espelhando no personagem principal, começavam a praticar boxe. Rocky representa perfeitamente bem a paixão americana pelo boxe e, faça o que fizer, esse título merece respeito no mundo cinematográfico dos blockbusters.

De todos os cinco filmes da série, sempre há algo bom para se tirar, nem que seja uma cena ou outra. Temos personagens memoráveis como Apollo Creed, que esteve nos quatro primeiros filmes, como também o glorioso Paulie (Burt Young), que aparece em todos os longas como o manager sempre ativo do quase imbatível lutador. Quando, em 1985, estreou "Rocky IV", tudo poderia ter parado ali, no auge, mas a teimosia culminou em um "Rocky V", exatamente cinco anos mais tarde, o que foi um desastre, todavia, mesmo assim, ainda foi aceitável. O que pensar então de um "Rocky" dezesseis anos depois do quinto, com a estrela da festa, no caso Sylvester Stallone, bem velho e, convenhamos, em um tempo que os filmes de luta não vingam tanto? É, mais um erro de teimosia. Porém, como já disse, temos que respeitar essa série.

No sexto filme, intitulado "Rocky Balboa", o Touro Italiano se encontra como gerente de um restaurante que, provavelmente, só se mantém por ter um dos nomes mais apreciados na Filadélfia como dono dele. Nesse restaurante, Rocky é, volta e meia, chamado para uma foto, para dar um autógrafo ou relatar algum momento de sua carreira. Vemos também seu filho - interpretado por Milo Ventimiglia do seriado "Heroes" -, que não se sente muito confortável com o sobrenome glorioso do pai. Rocky está mais sentimental com a ainda eminente perda da esposa Adrian que tanto esteve ao seu lado em sua vitoriosa carreira.

Nessa trama somos apresentados a um Rocky aposentado, velho, recluso ao cotidiano de pessoas comuns, com divergências familiares e sofrendo por perdas de entes queridos. Todavia, para esse mesmo Rocky, pelo fato de não se sentir ultrapassado ao ver uma luta feita por computação gráfica entre Rocky e o atual campeão mundial de Boxe, Manson "The Line" Nixon (Antonio Tarver), resolve voltar à ativa. Nas entrelinhas, vemos que a real finalidade do ex-lutador é, sem dúvidas, de se auto-afirmar.

A insanidade de Rocky é até uma analogia à produção desse filme. Ora, tal como Rocky não precisa mais mostrar nada ao mundo, a franquia "Rocky" também não precisaria, mas ambos pensam que sim e estão aí, de volta aos velhos tempos.

Mesmo sendo muito taxativo na minha opinião de não ser preciso um "Rocky VI" , fui com muito respeito assisti-lo. Desde o início ficava claro que era um projeto feito para fãs, onde só os fãs conseguiriam se cativar e se manterem acordados. Balboa não luta, não corre, mas dá demonstrações de ser o velho e bom Touro Italiano que aprendemos a apreciar. As cenas são do cotidiano de um lutador aposentado. Logo, com tanta nostalgia pairando no ar, esse tempo seria necessário para que tudo, realmente tudo, fosse aprofundado, mas somente o atual momento do ex-lutador foi. Quando tenta, tardiamente, aprofundar os elementos do roteiro - como: a rasa relação com seu filho; um frio e forçado relacionamento com Marie (Geraldine Hughes), a garçonete que acabara de conhecer, e seu filho Steps (James Francis Kelly III) -, o filme se perde, pois muito tempo já fora desperdiçado com inutilidades. Afinal de contas, nós conhecemos muito bem o instinto campeão de Rocky, não precisamos saber ainda mais.

Se fosse para voltar com a franquia "Rocky", que voltasse com uma melhor direção. Tudo bem que Sylvester Stallone já dirigiu, foi quem criou essa estória e conhece o personagem como ninguém, mas a nostalgia que tentou empregar à direção simplesmente não funcionou completamente bem. Talvez um diretor com mais cartas nas mangas para conseguir alcançar tal objetivo fosse melhor para esse trabalho. Mesmo que fosse em uma parceria com Stallone, mas seria de bom grado.

A parte nostálgica que funcionou bem foi a trilha sonora e a luta final. Não julgando o desfecho dessa luta, mas a qualidade dela em si que, para quem é fã, é espetacular. Rocky, no início do embate, soa fraco, desajeitado e totalmente com falta de coordenação em seus golpes, entretanto o mesmo estilo de se filmar luta que se usava nos anos 80 e começo dos 90 é utilizado. São esbanjados trechos em preto e branco, misturado com a angustia dos lutadores e tudo passando na velocidade certa, culminando em um assalto final. O resultado da luta? Bom, ele é somente o resultado de uma belíssima coerência.

As escolhas dos atores foram normais, mas há de se salientar a boa escolha de Milo Ventimiglia para interpretar o filho de Rocky. Ninguém melhor se encaixaria no papel. Já conhecendo Milo do seriado "Heroes", onde ele vive o protagonista Peter Petrelli, vibrei quando o vi no elenco e mais ainda quando o vi atuando. É um ator da nova geração e que tem, pasmem, muitos dos trejeitos faciais do Stallone. Pense: o que mais chama atenção na face do ator? Isso mesmo, a boca torta. Pois isso, Milo Ventimiglia tem, naturalmente, já que no seriado "Heroes" essa mesma boca muito torta está lá.

O melhor do filme, além de um final fugindo do clichê, é a velha e boa cena do treinamento. Rocky correndo, malhando, trocando socos no ar e, no final, dando a sua última subida às escadas para deixar o melhor da nostalgia dessa franquia no ar. Logo que a cena começa e, com ela, os primeiros acordes da trilha sonora de Bill Conti, os outros filmes vêm à mente. Vêm na cabeça Rocky treinando na neve para lutar contra o soviético Draco, bem como ele socando as carnes no açougue preparando-se para seus intermináveis embates contra, e mais por, Apolo "Doutrinador". Enfim, isso já faz o filme impagável para os fãs que andavam um pouco esquecidos dessas cenas.

Realmente não era preciso ter um sexto filme de "Rocky", mas teve e, salve alguns erros, devemos até nos sentir bem, pois poderia ter sido pior. Tendo em vista que é uma trama bem direcionada para fãs, as propostas do filme foram bem alcançadas e ele conseguiu apagar a imagem ruim deixada por "Rocky V", que, convenhamos, nem vinha afligindo tanto assim a cabeça dos seguidores da série. Esse é um desfecho, por incrível que pareça, com chave de ouro. Que paremos por aqui.

COTAÇÃO: 7/10
Dezesseis anos após o fraco “Rocky V”, o sexto filme do boxeador mais famoso do cinema consegue limpar a imagem ruim deixada pelo filme anterior, encerrando com chave de ouro a franquia. E assim como seu personagem, Sylvester Stallone mostra ao mundo que não está acabado.

Há alguns anos, Sylvester Stallone, considerado uma referência para os filmes de ação, vem colecionando em sua carreira uma série de fracassos e filmes de segunda. O velho ditado de que “quem vive de passado é museu” parece não ser levado muito a sério por Stallone, que, na esperança de trazer uma luz à sua carreira, resolve estrelar, dirigir e roteirizar o sexto filme da franquia Rocky, um de seus papéis mais marcantes do passado. Os motivos para encarar o novo filme com um pé atrás são muitos, afinal, trata-se de uma tentativa desesperada do astro em reerguer sua carreira. Por incrível que pareça, o filme acaba por se mostrar um belo trabalho, e para quem é um legítimo fã da franquia Rocky, este “Rocky Balboa” trata-se de um belo presente, repleto de referências e homenagens aos filmes originais.

A glória faz parte do passado para Rocky Balboa (Sylvester Stallone). Dono do restaurante Adrian's, batizado em homenagem à sua falecida esposa, Rocky passa as noites contando aos clientes histórias de sua época de lutador. Rocky Jr. (Milo Ventimiglia), seu filho, não dá muita atenção ao pai, preferindo cuidar de sua própria vida. Sua vida muda após uma simulação de computador colocar Mason Dixon (Antonio Tarver), o atual campeão mundial dos pesos pesados, enfrentando Rocky em seu auge. Dixon fez fama pela facilidade com a qual conseguiu o título, mas como nunca encarou um oponente que realmente o desafiasse é considerado por muita gente como um lutador muito técnico, mas sem alma. A simulação faz com que o agente de Dixon resolva realizar a luta, oferecendo a Rocky uma nova chance de voltar aos ringues. Para isso, Rocky tem que enfrentar a descrença de uma povo, que acredita que sua época já passou.

Antes de tudo, é bom deixar claro que “Rocky Balboa” é bem mais que uma continuação, é um típico “filme-homenagem” direcionado aos fãs. Nele, estão presentes uma série de detalhes que apenas os fãs irão reconhecer - e certamente irão delirar – como a aparição de Spider Rico, primeiro adversário de Rocky no primeiro filme, o retorno de Marie, que no primeiro era apenas uma garota e aparece rapidamente, e até mesmo suas tartarugas de estimação, Zás e Trás, marcam presença. E esses são apenas detalhes pequenos perante cenas de importância para a trama, como a angústia de seu cunhado Paulie ao relembrar detalhes do passado, os inúmeros flasbacks dos quatro filmes originais (acertadamente, o medonho quinto filme ficou de fora das nostalgias), os detalhes da rua na cidade da Filadélfia onde Rocky morava, etc. São detalhes que para quem não viu os filmes anteriores, não tornam este ruim, porém, fica uma certa sensação de vazio. É até normal que para quem não conhece a fundo a série, ache esse novo filme demasiadamente parado, aumentando a adrenalina apenas nos momentos finais, quando chega a hora da tal luta.

A grande vantagem do filme é que ele mantém toda a áurea dramática que marcou os dois primeiros filmes da série – vale lembrar que do terceiro em diante, os filmes apenas apelaram para a ação -, tendo como principal ponto a interação do personagem principal com os que estão ao seu redor. Acompanhamos um Rocky velho, gordo, cuja imagem do lutador campeão sobrevive apenas nas mentes das pessoas. E esse Rocky que vemos, é aquele mesmo a quem fomos apresentados em 1976: bobão, ingênuo, nada inteligente, mas uma pessoa extremamente íntegra que procura o bem estar social, e ainda tenta dar lições de moral. E esse resgate a sua personalidade é muito bem sucedido, e Stallone que cria situações bastante propícias, como o momento em que ele tenta dar um sermão na Federação de Boxe (com muita dificuldade, vide as limitações intelectuais do personagem); e quando ele aborda um grupo de jovens rebeldes no meio da rua.

Como Stallone já havia dito antes em declaração, não poderia haver apelo emocional maior para o filme do que apresentar a amada esposa de Rocky, Adrian (Talia Shire, que apenas aparece em flashbacks), pois quem conhece a série sabe que ela é a fonte de inspiração e motivação para tudo na vida de Rocky, e vê-lo tocando sua vida, e tentando voltar aos ringues sem sua presença, foi muito bem abordado. Para isso, a inclusão de Marie (agora vivida pela iniciante Geraldine Hughes, que cumpre bem seu dever) na trama, mesmo que um pouco forçada, foi muito bem aproveitada. Isso porque, por mais que pareça que Rocky queira algo a mais com ela ao tentar ajudá-la de todas as maneiras, percebemos através do perfil do herói (um eterno apaixonado pela falecida esposa), que ele apenas quer companhia, uma figura feminina por perto que o motive a seguir com suas metas. Da mesma forma, sua conturbada relação com seu filho (agora vivido por Milo Ventimiglia, da série “Heroes”, que apesar da razoável semelhança facial com Stallone, se apresenta um tanto inseguro a maior parte do tempo) serve como forte gancho para a desenvoltura dramática do herói.

A forte carga dramática é bem construída por Stallone, mas quando se dá início sua cena de treinamento para a almejada luta, é impossível não sentir a adrenalina subir no sangue e relembrar de todos os momentos de impacto dos filmes anteriores. Ouvir a clássica canção “Gonna Fly Now”, de Bill Conti, e ver Rocky gordo, dedicando-se duramente para recuperar a forma física, é, no mínimo, instigante. Pena que as ótimas cenas de treinamento tenham um tempo tão curto, pulando logo para a luta final. Por fim, a luta final é igualmente emocionante. Diferente das que estávamos acostumados a assistir, esta se assemelha a uma exibição de TV, dando um maior realismo e contemporaneidade. E Stallone demonstra exímia habilidade na direção nesses momentos, dando toques únicos, como quando a o cenário fica em preto e branco com apenas alguns detalhes coloridos (simbolizando o novo e o velho em um mesmo espaço). Chega a um ponto que fica simplesmente impossível não torcer por Rocky, ao conferirmos toda sua força de vontade e resistência sobrepondo sua atual falta de habilidade.

Muitos podem ter achado desnecessária a realização de um novo Rocky, mas convenhamos, uma série tão rica como essa merecia um desfecho melhor do que aquele quinto filme, e “Rocky Balboa” conseguiu muito bem esse feito, sendo mais do que uma conclusão, uma bela homenagem. Assim como o primeiro filme de 1976, ele consegue nos transmitir várias lições de persistências, de acreditar em si próprio, na busca pelo respeito, e o desfecho fora do clichê representa bem essas vertentes. Pode parecer ironia as semelhanças das trajetórias de Stallone e seu personagem, mas exatamente por isso é notório tamanho carinho para com a produção. Que venha "Rambo IV".

COTAÇÃO: 8/10

Curiosidades

- Além de Sylvester Stallone, apenas Burt Young e Tony Burton atuaram nos 6 filmes da série Rocky.

- Mr. T e Dolph Lundgren receberam propostas para reprisar seus personagens de Rocky III - O Desafio Supremo (1982) e Rocky IV (1985), mas as recusaram.

- Sage Stallone, filho de Sylvester Stallone, recusou-se a interpretar mais uma vez o personagem Rocky Jr., o qual havia interpretado em Rocky V (1990). O motivo foram obrigações que possuía junto à produtora Grindhouse Releasing.

- Segundo o túmulo presente em Rocky Balboa, a morte da personagem Adrian Balboa ocorreu em 11 de janeiro de 2002.

- Antonio Tarver, intérprete de Mason Dixon, foi campeão mundial dos meio-pesados em 2003, tendo se aposentado dos ringues em 2006. Para poder atuar em Rocky Balboa ele teve que ganhar 9 quilos, de forma que pudesse mudar de categoria para peso-pesado.

- Antonio Tarver teve 5 semanas de preparação antes do início das filmagens, onde pôde aprender a coreografia de cada soco dado em cena.

- As cenas da luta entre Rocky Balboa e Mason Dixon foram as primeiras a serem rodadas. O motivo é que desta forma Stallone poderia estar no auge de sua forma física, algo que com o andar das filmagens seria perdido devido ao seu trabalho como diretor, que consumiria o tempo necessário para treinamento.

- Os produtores entraram em acordo com a HBO para aproveitar as imagens da luta real de boxe entre Bernard Hopkins e Germaine Taylor, que seria gravada para exibição em pay-per-view. Desta forma o público presente e a própria estrutura montada para o evento puderam ser usados para a realização de algumas cenas no local.

- A HBO autorizou a filmagem de uma cena em que Rocky entra na arena lotada e anda pelo corredor até chegar ao ringue. Já no ringue Stallone levantou os braços e o 14 mil presentes gritaram o nome de Rocky.

- Rocky Balboa possui flashbacks de todos os filmes da série, com exceção de Rocky V (1990). Stallone considera ser este o pior filme da série.

- O set de filmagens foi visitado por Arnold Schwarzenegger, Governador da California, que deu a Stallone um certificado de agradecimento por apoiar a indústria de cinema do estado.

- O orçamento de Rocky Balboa foi de US$ 24 milhões.

Rocky VI

Trinta anos após o primeiro filme, Sylvester Stallone encerra a mítica saga do pugilista com ‘Rocky Balboa’, um papel para o qual teve de enfrentar vários obstáculos. Além das dietas para perder peso, ‘Sly’ foi ainda várias vezes ‘ao tapete’.
No sexto filme de ‘Rocky’, cuja estreia acontece dia 22, nos EUA – em Portugal só em 2007 –, Stallone não pôde esconder o que a idade não perdoa. Se, aquando da primeira película, o actor exibiu toda a energia dos seus 30 anos, neste novo filme teve de lutar contra os seus actuais 60.

“A idade era o principal obstáculo para levar avante o projecto junto dos estúdios. Para os responsavéis, eu era muito velho para lutar”, revelou o actor ao ‘site’ AICN.

Para Stallone, que dá corpo a um Balboa da Terceira Idade que regressa ao desporto apenas por necessidades económicas, o filme “é sobre o não desistir face à adversidade. Aliás, esta película foi cem mil vezes mais difícil de fazer do que a primeira”.

Na sua opinião, o mais importante do novo filme era a possibilidade de lidar com outras questões. “Achei que seria interessante mostrar como um homem lida com a parte final da sua vida, porque todas as pessoas acabam por lá chegar”, explicou Stallone, para quem este filme foi o “mais emocional” e “preenchedor” da saga.
“‘Rocky’ está muito acima da idades mas o seu físico parece ser competitivo”, referiu o actor que, para voltar aos ringues, se viu obrigado a iniciar uma dieta rigorosa em proteínas e suplementos, pois, a um mês das filmagens, “não cabia nos calções”.

Para obter um físico adequado à personagem, Stallone confessou que o exercício realizado foi uma prova à sua resistência.

“Fiz muito levantamento de pesos que mal aguentava”, comentou o actor que, pela primeira vez, luta contra um pugilista profissional, Antonio Tarver, em vez de actores, como nos outros filmes da saga.

“Esta é a primeira vez que Rocky luta de verdade com um profissional. Aliás, esta foi uma exigência minha, pois os actores têm tendência a imitar a precisão do pugilista e, isso, parece ridículo no grande ecrã”, explicou Stallone, que ainda assina o guião e realizou o filme.

A luta com um profissional pode ter acrescentado maior realismo, mas a verdade é que Stallone foi várias vezes ‘ao tapete’ por KO. “Se alguém quer ver uma luta real, e não apenas os truques das câmaras por cima dos ombros, então vai gostar mais deste filme do que dos anteriores”, adiantou o actor.

O filme

No novo filme, Rocky Balboa é dono de um restaurante no Sul da Filadélfia, onde passa os dias tirando fotografias com antigos fãs do pugilismo e recordando os “bons tempos” das lutas com Apollo Creed. O seu filho Robert Jr. (Milo Ventimiglia) trabalha numa grande empresa e não visita o pai.

Para aliviar a situação financeira e reviver os dias de glória, Rocky decide então aceitar o desafio lançado pelos media para lutar com o super-campeão Mason Dixon (Antonio Tarver).

Graças ao filme, Stallone confessou ter “aprendido a apreciar o que é valioso na vida, o amor dos outros, o perigo da solidão”.
UMA SAGA RENTÁVEL

Iniciada em 1976, a saga ‘Rocky’ revelou-se uma verdadeira ‘mina’ de ouro para Stallone. Além dos três Óscares conquistados logo em 1977 (Melhor Filme, Realização e Montagem), a saga rendeu cerca de mil milhões de dólares nas bilheteiras de todo o Mundo. Stallone, curiosamente, apenas embolsou 23 mil dólares no primeiro filme, mas nos seguintes a fasquia subiu para os 15 milhões apenas pela interpretação.


Premiações

“Rocky – Um Lutador” foi um sucesso surpreendente, concorrendo e vencendo nas principais premiações de cinema. Indicações e prêmios para as continuações também vieram, mas, de premiações nada animadoras. Confira a lista completa de prêmio e indicações que os filmes originais da franquia receberam:

Rocky – Um Lutador:

- Ganhou 3 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição. Recebeu ainda outras 7 indicações, nas seguintes categorias: Melhor
Ator (Sylvester Stallone), Melhor Atriz ( Talia Shire), Melhor Ator Coadjuvante (Burt Young e Burgess Meredith), Melhor Roteiro Original, Melhor Canção Original ("Gonna fly now") e Melhor Som.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama, além de ter sido indicado nas seguintes categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Sylvester Stallone), Melhor Atriz - Drama (Talia Shire), Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
- Recebeu 5 indicações ao Bafta, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Sylvester Stallone), Melhor Roteiro e Melhor Edição.

Rocky III – O Desafio Supremo:

- Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Canção Original ("Eye of the tiger").
- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Canção Original ("Eye of the tiger").
- Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro, na categoria de Pior Revelação (Mr. T).
- Recebeu uma indicação ao Bafta, na categoria de Melhor Canção Original ("Eye of the tiger").

Rocky IV:

- Ganhou 5 Framboesas de Ouro, nas seguintes categorias: Pior Diretor, Pior Ator (Sylvester Stallone), Pior Atriz Coadjuvante (Brigitte Nielsen), Pior Revelação (Brigitte Nielsen) e Pior Trilha Sonora. Foi ainda indicado nas seguintes categorias: Pior Filme, Pior Ator Coadjuvante (Burt Young), Pior Atriz Coadjuvante (Talia Shire) e Pior Roteiro.

Rocky V:

- Recebeu 7 indicações ao Framboesa de Ouro, nas seguintes categorias: Pior Filme, Pior Diretor, Pior Ator (Sylvester Stallone), Pior Atriz (Talia Shire), Pior Ator Coadjuvante (Burt Young), Pior Roteiro e Pior Canção Original ("The measure of a man").

As Lutas Rocky 1-5

A franquia Rocky é conhecida pelas muitas seqüências de lutas de boxe. Conheça aqui como se deram os principais desafios de Rocky Balboa em cada filme da série. Se não quer ter detalhes importantes dos filmes revelados, é melhor ler apenas após conferir os filmes.

 

Rocky 1- Um Lutador

Acontecido no dia dos duzentos anos dos Estados Unidos, o primeiro confronto entre Rocky e Apollo na verdade era apenas um plano para elevar mais ainda a carreira do orgulhoso Apollo, atual campeão mundial de pesos-pesados. O que seria o adversário de Apollo acaba por se contundir, e ele tem que usar um ‘Plano B’: convidar um lutador desconhecido, fazer sua média se aproveitando do lema “A América é a Terra das Oportunidades”, e vencê-lo fácil. Eis então que o lutador de bairro Rocky Balboa é escolhido, unicamente pelo seu codinome de impacto ‘Garanhão Italiano’. O que para Apollo não passava de uma enorme brincadeira, para Rocky era a chance de sua vida para mostrar que poderia ser alguém. Apollo jamais imaginaria tamanha resistência por parte de Rocky, que mesmo sofrendo escoriações graves (inclusive perdendo parte da visão), manteve-se de pé durante os 15 rounds e também causou bons danos no adversário. Apollo acabou ganhando por uma diferença mínima de pontos, mas a avaliação foi muito contestada. A partir de então o mundo passou a conhecer Rocky Balboa, que mesmo perdendo, surpreendeu o mundo por conseguir ficar de pé perante o campeão mundial.

Rocky 2 - A Revanche

 

Mesmo tendo vencido Rocky, Apollo Creed mostra-se inconformado por um “lutador de bairro” ter demonstrado tamanha resistência. Para piorar, ele passa a receber críticas em todos os jornais e receber cartas acusando-o de ser uma farsa e de que o resultado da luta fora manipulado. Com orgulho ferido, ele desafia Rocky para uma revanche, almejando mostrar ao mundo que o ‘Garanhão Italiano’ apenas teve sorte no confronto anterior. Rocky de início recusa o desafio, por além de sofrer com as escoriações da luta anterior, tenta abandonar o esporte para seguir a vida com um emprego comum. Em meio as dificuldades com trabalho e as constantes arrogâncias e ofensas pessoais vindas de Creed, ele topa a revanche. Agora, não estavam mais no ringue o campeão se divertindo e um desconhecido à procura de um lugar ao sol, e sim, dois comprovados grandes boxeadores dando o melhor de si. Rocky surpreende mudando sua estratégia e luta como um destro (ensinamentos de seu treinador Mickey), para confundir bem o adversário. Mais uma vez conferimos uma luta em pé de igualdade, com danos graves em ambos os lados (ainda que, Rocky apanhe um pouco mais). O clímax da luta é o mais emocionante possível: lá pelo fim, ambos já totalmente desnorteados, dão socos simultâneos e ambos são atirados na lona. Se terminada a contagem regressiva e nenhum dos dois se levantasse, a luta seria considerada empate e Apollo se manteria como o campeão mundia. Mas os dois, com muito esforço, tentam se reerguer e apenas Rocky, por questão de dois segundos de diferença, fica de pé e é sagrado o novo campeão. Eis o início de uma nova era para Rocky Balboa.

Rocky 3 - O Desafio Supremo

Após a vitória sob Apollo Creed, Rocky se torna um ícone do boxe. Conquistando uma vitória atrás da outra e com o título de campeão mundial dos pesos pesados mais do que garantido, ganha até fliperamas com seu nome e uma estátua na Filadélfia. Mas eis que surge em seu caminho um poderoso e mal encarado lutador, conhecido como Clubber Lang, que o desafia, afirmando que Rocky apenas é o atual campeão porque apenas enfrentou adversários fracos, e não é páreo para ele. Para a inquietação de Rocky, seu treinador Mickey afirma que as declarações de Clubber Lang eram verdadeiras, mas aceita assim mesmo o desafio para provar para si do que é capaz. Em combate, Rocky fica atordoado por um ataque cardíaco de Mickey (que morre minutos depois) momentos antes da briga, e acaba sendo nocauteado no segundo round por Clubber Lang. Rocky marca uma revanche, e passa a ser treinado por seu ex-adversário, Apollo Creed. No combate final, Rocky demonstra ter desenvolvido muito sua habilidade nos ringues, chegando até a adotar um estilo dançante, semelhante ao de Apollo. Clubber Lang parece dominar a maior parte da luta, mas a postura de Rocky é firme, chegando ao ponto de provocar o adversário mandando-lhe bater mais. Mantendo uma postura resistente e apanhando muito (mas dessa vez, com menos danos no rosto), Rocky ganha de Clubber Lang pelo cansaço e o nocauteia. Então, Rocky mantém seu título e mostra que não é capaz de vencer apenas adversários medianos.

Rocky 4

A luta entre Rocky e o russo Ivan Drago, teve todas as raízes possíveis, menos a do esporte em si. Tanto é que, ela sequer chegou a ser autorizada pela Federação de Boxe. Não valia título, o que estava em jogo nos ringues era a Guerra Fria, a velha disputa entre Estados Unidos e União Soviética. Antes, o ex-campeão Apollo Creed desafia Ivan Drago, um capitão do exército que anseia a profissionalização do boxe na Rússia. Patriota ao extremo e defendendo as cores da bandeira dos EUA, Apollo acaba tendo um destino trágico nas mãos de Drago. Angustiado pela morte do amigo, Rocky desafia Drago para uma revanche, que é marcada para acontecer na Rússia. Assim, a luta para Rocky não só tinha gosto de vingança, mas ele também estaria representando seu país em meio a uma guerra, e seu nome como lutador estaria em jogo, assim como sua própria vida. Assumindo de vez o calção com as cores da bandeira dos EUA que pertencia a Apollo, Rocky como poucas vezes já começa a briga partindo para o ataque sem se conter. Mas de início, as investidas de Rocky não têm resultado, pois Drago parece apenas rir de seus golpes. O gigante Drago demonstra superioridade durante a maior parte da briga, até que um soco de Rocky que faz um corte em seu olho começa a equilibrar a disputa. Ambos apresentam uma enorme resistência, a ponto de chegar ao fim da luta e os dois estarem completamente cambaleantes, abdicando de todas a leis do boxe e transformando a luta em uma verdadeira luta livre. Em uma disputa equilibrada, e pra variar, com Rocky cheio de lesões corporais, o fim acaba soando previsível: nocaute de Rocky em Drago. No fim das contas, o campeão ainda transmite uma lição e enrola-se na bandeira dos Estados Unidos, atenuando a vitória sob a comunista União Soviética. Uma luta, digamos, ufanista.

 

Rocky 5

Pela primeira vez na série, Rocky briga fora dos ringues. A luta acontece no meio da rua, com seu ex-pupilo Tommy Gunn. O confronto ocorreu deste modo pois Rocky de modo algum queria satisfazer a vontade do mega-empresário George W. Duke de atrair a mídia através de um confronto entre “mestre e aprendiz”. Tommy havia traído Rocky vendendo-se ao empresário George W. Duke, pois Rocky ainda não o considerava pronto para disputar o título mundial. Ele acaba conquistando o título, mas não consegue arrancar a simpatia da mídia e do público, que ainda considerava Rocky o melhor lutador de todos os tempos. Inconformado com a “sombra de Rocky”, ele resolve desafiar seu ex-treinador para provar que pode ser sim o melhor. O confronto é uma típica briga de rua, sem luvas, sem regras, e rodeados de repórteres. Rocky desde o início demonstra vantagem, pois teve treinamento de briga de rua, e domina Tommy, deixando-o ferido encostado nas grades. Mas Tommy reage e consegue deixar seu ex-mestre no chão. Diversos filmes passam pela cabeça de Rocky nesse momento (entre eles, a imagem de Ivan Drago, seu último adversário), fazendo-o criar forças para se levantar e dar o troco em Tommy, deixando totalmente ferido encostado em um carro, até a chegada da polícia que leva Tommy preso. Até com uma vitória no meio da rua, Rocky é ovacionado por seus admiradores

Frase Famosas do Filme

CITAÇÕES

Se vocês acham que a franquia Rocky não possui citações, diálogos que mereçam reflexão, fizemos aqui um apanhado das melhores falas contidas nos cinco filmes originais da série. Muitas frases de impacto que definem as personalidades de certos personagens, e outras de muito humor.

 
Rocky – Um Lutador (1976):

"O nome é que vale: 'Garanhão Italiano'" - (Apollo Creed)

"Tenho a foto de todas as minhas lutas. Comecei com Baby Creshaw. Ele era enorme. Quebrei as duas mãos na cara dele. Perdi essa luta, mas é uma bela foto, não acha?" - (Rocky)

"- Meu pai...meu velho...me disse: 'Você não nasceu com muito miolo. Então trate de usar o corpo'. Assim me tornei boxeador.
"- Minha mãe me disse exatamente o contrário: 'Seu corpo não ajuda, então trate de desenvolver o cérebro'" - (Rocky e Adrian)

 

"Você tem um bom coração, mas luta como um gorila imbecil" - (Mickey)

 

"-Por que quer lutar?
- Por que não sei nem dançar nem cantar" - (Adrian e Rocky)

"A gente faz um casal engraçado. Eu sou burro e você é tímida" - (Rocky)

"É preciso ser retardado. É preciso ser retardado para ser boxeador. Está na cara que acabará como vagabundo" - (Rocky)

"- Porque você tinha talento para ser um bom boxeador, em vez disso, virou quebra ossos de um agiota de quinta categoria
- É um meio de vida.
- É desperdício" - (Mickey e Rocky)

 

"Não se lembrarão de você, se lembrarão da sua reputação" - (Rocky)

 

"- Rocky, você não é um italiano?
- Sim e daí?
- Daí que se ele não sabe lutar, sabe cozinhar" - (Apollo Creed e Rocky)

"Estive pensando, não importa mesmo que eu perca essa luta. Tampouco me importa se Creed abrir minha cabeça. Porque tudo o que eu quero é agüentar os 15 rounds. Ninguém conseguiu ir até lá com Creed. Se eu puder agüentar até o fim, o gongo tocar e eu ainda estiver de pé, saberei pela primeira vez na minha vida que não sou mais um boxeadorzinho do bairro." - (Rocky)

 
Rocky II – A Revanche (1979):
"- Em que pensou no último round?
- Que deveria ter continuado na escola" - (Repórter e Rocky)

"Não sou rápido. Tenho um cérebro lento. Não sou um bom orador. É assim que eu falo" - (Rocky)

"- Tem ficha criminal?
- Nada que valha mencionar" - (Rocky a procura de emprego)

"Já levou 500 socos na cara em uma noite só? Depois de um tempo começa a doer" - (Rocky)
 

"- Rocky tem algo pejorativo para dizer ao campeão?
- Pejorativo? Sim, ele é ótimo" - (Repórter e Rocky)

 

"Mas aqui todos pensam que você é o maioral. Quer que o vejam carregando baldes e toalhas? Onde está sua dignidade?" - (Mickey)

"Estive pensando. Meu destino não é fazer comerciais. Nem trabalhar num frigorífico. Meu destino é lutar" - (Rocky)

"Sou um boxeador. Talvez ruim, mas é o que eu sou" - (Rocky)

"Tire o 'Não posso' do seu vocabulário" - (Mickey)

 

"Quero que faça uma coisa por mim. Vença. Vença" - (Adrian)

 
"Mas se quiser desistir e jogar tudo pro alto, que diabo, estarei ao seu lado. Se quiser ficar eu ficarei com você" - (Mickey)

"O roupão não é bonito? Melhor do que o do ano passado" - (Rocky)

"- É o Apollo!
- E quem esperava?
- Esperava que ele não aparecesse" - (Rocky e Mickey)

"Você pode derrotá-lo porque você é um tigre, filho!" - (Mickey)
 
Rocky III – O Desafio Supremo (1982):
"Ninguém deve nada a ninguém. Você deve a si próprio" - (Rocky)

"Quantas saudades daqueles tempos tranqüilos" - (Mickey)

"Só mais uma luta e aí eu paro" - (Rocky)

"Depois de todos esse anos juntos, você ainda não sabe o que fazer? Vá para o ringue e lute" - (Mickey)

"Te amo filho. Te amo" - (Mickey)
 

"Talvez possamos vencer juntos. Olho de tigre, amigo" - (Apollo)

 

"Você nunca desistiu de nada desde que conheço você" - (Adrian)

"Não é verdade quando você não acredita em você mesmo" - (Rocky)

"Quando a fumaça se dissipar e pararem de gritar seu nome, seremos só nós e você não poderá viver com isso, nós não poderemos viver, porque irá te incomodar pelo resto da vida" - (Adrian)

 
Rocky IV (1985):

“O soco de um peso pesado normal causa uma pressão média de 236 kg por cm quadrado. A média de Drago é 880 kg. Onde ele bater, ele destrói” - (Empresário de Ivan Drago)

“- Nessa luta contra o russo, você não acha que estará lutando contra outro?
- Se não é contra ele, contra quem vai ser?
- Não acha que talvez seja contra você mesmo?” -
(Rocky e Apollo)

“O que acontece quando não se está mais no auge? Para onde se vai? Não podemos nascer de novo” - (Apollo)

“- O que Apollo precisará para vencer Drago?
- Primeiramente de uma escada” - (Repórter e Rocky)

 

“- Estou vendo três dele.
- Pois bata no do meio” - (Rocky e Paulie)

 

“Talvez eu não possa vencer. Talvez a única coisa que eu possa fazer é levar tudo na cara. Mas para eu vencer ele terá que me matar, e para me matar, ele precisa ter coragem de ficar diante de mim. E para fazer isso, ele deve estar disposto a morrer também” - (Rocky)

“ - É só um espetáculo de boxe. Não significa nada.
- É aí que você se engana. Não é só um espetáculo de boxe. É Nós contra eles” - (Rocky e Apollo)

“Se ele morrer, morreu” - (Ivan Drago)

“Vocês se acham melhores do que nós. Vocês acreditam que este país é tão bom, e nós, tão ruins. É tudo mentira, falsa propaganda para apoiar este governo violento e antagonista” - (Ludmilla)

 
Rocky V (1990):
 
“Ora, Mickey dizia que a luta só acabava ao soar do gongo. Ainda não ouvimos o gongo, certo?” - (Rocky)

“Mark Twain disse: a virtude nunca foi respeitável como o dinheiro” - (George Duke)

“Na escola tinha um cara que me perseguia, até que minha mãe disse: ‘finja que ele é uma bexiga, estoure com ele que os caras desaparecem’” - (Tommy Gunn)
 
“O primeiro cara que derrubei foi meu pai. Hoje, quando entro no ringue, só vejo ele” - (Tommy Gunn)
 

“O medo é como o fogo, ele queima você por dentro. Se você controlá-lo Tommy, vai queimar você. Mas se ele o controlar, vai queimar você e tudo ao seu redor” - (Rocky)

 
“- Acha que eu tenho chances?
- Claro que tem. Quem tem dois punhos e um bom coração tem chances” - (Tommy e Rocky)

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